SFC: O Diário de Anne Frank - Resenha

Resolvi aproveitar que dia 08 de Março é Dia Internacional da Mulher, pra falar dessa garotinha, que viveu num dos momentos mais conturbados de nossa história. 

Siimmm, vamos comentar sobre o Diário de Anne Frank beeemm aqui!

Anne Frank foi uma adolescente judia que passou pelo grande tumulto da Segunda Guerra Mundial. Nascida na Alemanha, em 1929, filha de banqueiro e de dona de casa, Anne foi obrigada a sair de sua terra natal, com sua família, aos quatro anos de idade, quando da chegada de Hitler ao poder.

Em 1942, com os judeus sendo perseguidos também na Holanda, sua família decide se esconder, junto com alguns amigos, no anexo do sótão do escritório de Otto Frank (pai de Anne). E é a partir desse momento, com 13 anos, que a menina decide começar o seu diário.
O Diário de Anne Frank descreve o cotidiano da vida no anexo, bem como fala dos sentimentos de sua autora por cada um dos seus moradores. Obviamente, aqui Anne também comenta sua relação com a mãe e a irmã (quase sempre uma relação conturbada - Anne chega mesmo a escrever que não ama a própria mãe) e de seu amor intenso por seu pai.
Além disso, AF nos deixa informados sobre as ocorrências de guerra e perseguição, nos dando uma ideia de como judeus foram, pouco a pouco, sendo restringidos em suas atividades, até serem descaradamente perseguidos.
Muitos outros fatos da vida da própria Anne ficam conhecidos neste diário. Questões de sua sexualidade, sua primeira menstruação, sua maturidade, de seu primeiro amor, de suas implicâncias, de sua personalidade forte, de seu gosto por leituras, são contados sem reservas à sua "Querida Kitty" (como ela chamava o diário)... 
Enfim, foi pouco mais de 2 anos de escrita. Muito pano pra manga.

Um parêntese: Foi tanto assunto que, pra mim, a leitura chegou a ser cansativa em alguns momentos... Desculpa, mas foi.

Uma coisa que achei curiosa a respeito da narração de Anne, é que ela falava como se tivesse escrevendo uma carta diária a uma amiga distante. É como se ela soubesse que, no futuro, alguém, de fato, leria aquilo... E nós lemos, Anne! Seu diário já foi traduzido pra mais de 67 línguas!

Enfim... É um livro que vale a pena ser lido. Não vou dizer aqui que me surpreendi de todo com a história, porque já tinha lido textos mais fortes sobre a perseguição sofrida pelos judeus; porque já tinha assistido ao filme de Anne e porque... Sei lá mais por quê...

Mas o fato é que a "Querida Kitty" é expressa sob uma perspectiva diferente. Aqui sentimos a agonia de estarmos presos com pessoas totalmente diferentes de nós mesmos, em condições precárias de guerra, tendo que manter o silêncio praticamente o tempo todo. Esses detalhes conferem à obra um ar todo peculiar.

Enfim de novo... Leia (ou assista ao filme, que é tão bom [ou melhor... ooops!] quanto o livro). Hahaha.
Depois me conte... Hahaha

E pra quem desejar conhecer um pouquinho mais sobre Anne e quiser visitar sua casa... é só dar uma chegadinha lá em Amsterdã. A Casa de Anne Frank (museu fundado em 1960, em memória de Anne) é o edifício onde a pequena, sua família e outras 4 pessoas se esconderam e onde, neste momento, está o seu diário original.
Eu ainda não cheguei por lá, portanto ficarei aqui babando e desejando profundamente que um dia isso aconteça.

Sim... E o que tudo isso tem a ver com o Dia da Mulher? 
Não sei... Tenta fazer, você, o link, porque já estou com sono suficiente para dormir nesta cadeira... Imagina se vou tentar concatenar as ideias...

Ficha Técnica:

Livro: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank
Páginas: 373
Ano de Publicação: A minha foi a 29ª edição, lançada em 2014.
Gênero: Crônica?
Editora: Best Bolso. O meu livro é em formato pocket, com páginas brancas, o que dificulta um pouco a leitura, apesar de a fonte não ser tão pequena...
Comprei em: Livraria Cultura Site
Preço: R$ 14,00, acho... A Editora Record lançou uma coleção linda, em forma mesmo de Diário, mas é 55,00 dilmões!
Estrelas: 4. Ponto.
Indicação: indicado para todos que queiram ter uma introdução da perseguição nazista sofrida pelos judeus.

Abraços e Beijos!

Adna Maria.



2 comentários

  1. Eu li essa mesma versão do livro e adorei!
    Não se culpe por ter achado a leitura cansativa, pois é um diário e o dia a dia de uma pessoa que vive em um esconderijo não tem muitas emoções, né? O lugar é ver a visão de uma criança tão amadurecida pra idade, tão humana, tão sincera...
    Eu morei um ano na Alemanha, mas infelizmente não pude conhecer o esconderijo, mas tá na minha lista de desejos! ;)
    Caso tu ainda não tenha lido, recomendo O menino do pijama listrado e A menina que roubava livros, ambos da mesma temática!

    www.mayameirelles.wordpress.com

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    Respostas
    1. Mayã, assisti aos dois filmes, mas ainda não li os livros. O Menino do Pijama Listrado tá na minha wishlist... rsrsrs
      Pois é, menina! Concordo com você... Um diário de uma pessoa que vivem em esconderijo não é lá muito movimentado... rsrsrs... Mas sou apaixonada pela história de Anne Frank mesmo assim! kkkkkk
      Beijooss! Brigadaaa pela sua visita!!

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