Inspiração do Dia: Sobre 50 Tons de Cinza - Filme, Críticas e Inteligência

Eu: "Sim, eu fui assistir 50 tons de cinza".
Tu: "Mas e aí, tu gostou?"
Eu: "Calma lá, amiguinha! Vamos analisar o negócio todo!"

A Trilogia 50 Tons foi uma sensação, né? Muitas pessoas leram, algumas odiaram, outras amaram e outras (\o/) vagaram entre um sentimento e outro, ora não suportando o livro e a personagem principal, ora amando o casalzinho e o personagem principal... Uma triste indecisão.

Teve gente também que nem leu e já criticou (aiai, preguiça dessas pessoas). Assim como teve gente que não aguentou passar das primeiras páginas, nem do primeiro livro... Tudo bem, amigo, ao menos você tentou, né? rsrs

Aí agora me sai o filme. E, como aconteceu no livro, é claro que o longa não fugiria à regra... Um temporal de críticas, uma chuva de elogios e...

Fui lá. Ver com meus próprios olhos como foi a adaptação. Sim, porque eu li o livro. E, assim como aconteceu com o livro, eu precisava ver pra crer.

Pois bem, vou dizer a vocês que nos primeiros momentos do longa, de fato me arrependi de estar lá. Me arrependi de ter dado rosto e voz aos meus personagens imaginários. É. Não achei mesmo que os atores fizeram tão bem assim o seu papel... Talvez, se tivessem conseguido um cara menos modelo e mais ator... (aiai, língua ferina!).
Desculpa, tá, mas Jamie Dornan não representou mesmo o Christian Grey...

Além do mais, tem o agravante de que assisti negocinho dublado. E quando um filme é dublado, minha amiga, as coisas simplesmente não batem...

Aí também vem o fato de que tudo pareceu muito rápido (lógico, é filme né? Tipo: duas horas pra tudo)... E a gente fica meio assim: :0 Mas já?!
Caso é que Cinquenta Tons de Cinza (primeiro livro da trilogia) tem 480 páginas, então no livro a coisa pareceu ir um pouco mais devagar... Teve mais enrolação, sabe como?

A linguagem do filme foi a mesma do livro... Pobre. Muitas vezes cheguei, eu mesma, a revirar os olhos - nas cenas em que Anastasia mordia os lábios, por exemplo - sem acreditar muito no que eu tava vendo e ouvindo...
Mas, ao menos, no filme, a "deusa interior" de Anastasia (aquela que desejava tudo) não nos deu o ar de sua graça, né? Ufa! Meio caminho andado.

Os pontos positivos do filme com certeza são a trilha sonora (que teve uma importância enooorme na superprodução) e a beleza do negócio todo. Lugares bonitos. Objetos bonitos. Prédios bonitos. Helicóptero bonito... rsrs

Tu: "Não enrola, pessoa... Gostou ou não gostou??"
Eu: "Olha, eu... Achei válido assistir... No final, como que por encanto, não estava mais arrependida de ter ido ao cinema ver aquilo tudo (Freud deve explicar)... E você ainda sai querendo ver a continuação daquele troço, entende?
Mas, enfim... Acredito que o filme, assim como o livro, serve como distração. Particularmente, adoro filmes bobinhos, de romancinho... Sabe aquelas comédias românticas bestinhas que servem pra passar o tempo? Pois então...

O que eu não entendo, de verdade, é...
Todo esse mimimi que as pessoas fazem em cima de 50 Tons. Tipo: é só um livro, gente! E agora adaptado para o cine, sabe?

Sobre o sexo... Não sejamos hipócritas. Sexo existe desde que a vida é a vida! Se você prefere não ler sobre o assunto, ok. Cê não é obrigado. Mas também não vamos sair criticando quem quer ler, oras!

Sobre machismo... Em nenhum momento, a menina deixou de fazer o que ela quis. Ela foi independente o suficiente pra aceitar o que estava sendo oferecido, e ponto final. Se não quisesse, também não teria aceitado... E acabou-se a história.

Sobre a inteligência das pessoas que leram o livro... Sinceramente... Me dá uma coisa! Ninguém é mais ou menos inteligente por ter assistido ou ter deixado de assistir 50 tons, entende? Ninguém é mais ou menos humano... Ninguém é mais ou menos carinhoso no relacionamento... Ninguém é mais ou menos certo ou errado... Ninguém é mais ou menos nada.
A gente faz besteiras, fala besteiras, assiste besteiras o tempo todo! E a vida segue... Não temos mesmo por que estar nos matando de preocupação com um simples livro. A gente não é criança. Sadomasoquismo existe. E não é porque lemos alguma coisa nesse sentido que nos tornaremos, obrigatoriamente, sadomasoquistas! A não ser que cê seja fraquinho de mente... Aí, meu amigo, fica difícil, né?

E essa é minha opinião...
Como sempre, desagradando a gregos e a troianos... Mas que tal exercitarmos nossa tolerância hoje, hein? Obrigada. Por  nada.

Abraços e Beijos!

Adna Maria.

5 comentários

  1. Oieee, adorei o post.
    O negócio é que eu não consegui passar dos 5 primeiros capítulos. Muito, mas muito mal escrito mesmo, de verdade. Não deu pra engolir sabe. A deusa interior, uma chatice.
    O romance não me convenceu (assisti o filme). No livro ela fala que ama, em duas semanas (se não me engano). Se falasse que tava apaixonada, eu acreditaria, de verdade. Vc sabe que leio muitos romances e todos tem cenas de paixão. Alguns com linguajar que não gosto, falando no sentido grosso da coisa e outros poéticos, os quais prefiro mais.
    A trilogia fez sucesso pelo sadomasoquismo. Mas é só.
    A sensação que vc teve de TIPO, JÁ ACABO O FILME??? eu tive essa sensação quando assisti a culpa das estrelas. Acabou e eu pensei, mas já?! Pq os livros são completos e os filmes, resumo do resumo bem resumido kkkk
    bjao e adorei o post.
    quatroestacoes.blog.br

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    1. kkkkkkkk
      Verdade, Danny! Mas, na verdade, a sensação que eu tive foi... "Caraca! O povo se conheceu ontem e já estão transando?" kkkkk... Por aí...
      Pois é... Eu acho que se você tentou ler, mas não conseguiu de jeito nenhum, beleza. O meu problema é quando nem se tenta, e já se sai falando mal.
      Concordo com você. O livro só fez mesmo sucesso por causa do sadomasoquismo. E, depois dele, surgiram tantos do tipo (e com linguagem beeem pior) que a gente nem tá mais aí! rsrsrs
      Brigada por comentar, viu?
      Beijooss!!

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    2. menina, eu tbm. Mal se conheceram e ele já fala que não é o homem certo?! peraí, né kkk
      E ela é mais atraída pelo mistério que o envolve.
      Vc sabe que quando gosto de um livro devoro o mais rápido possivel. Outros, não me atraem tanto e levo dias, semanas e mes. Mas esse, a cada paragrafo tem um palavrao. Ela, Anastacia, por ser romantica, acho que a autora errou ai.
      é mais um caso sórdido do que um romance. A trilogia Paixao sem limites, da Abbi Glines (tem resenha no blog), é um romance que narra todos os detalhes, usando palavrao tbm. Mas esse, é bem escrito e o romance juntamente com os dramas dos personagens nos envolve e vc continua a ler. é um prazer comentar aqui! bjao

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  2. Oi meninas! Concordo com a Danny minha linda Adna. Nem fui ao cinema assistir ao filme pq nem terminei de ler livro. Entao vou deixar qdo estiver nas locadoras e alugo para assistir.
    Otimo. Perfeito e super hiper mega explicativo Adna seu post.
    Bjocas.

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    1. Brigadaaa, Rê!! Quando assistir me fala o que tu achou.
      Beijooss!!

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