SFC: A Mulher de Trinta Anos - Honoré de Balzac!

O Ministério do Lendo o Dia adverte: Esta resenha não é recomendada para quem tem aversão a SPOILERS.

Fazia um tempão que eu queria ler o livro "A Mulher de Trinta Anos" pra saber o que, finalmente, levou o termo "Balzaquiana" a fazer tanto sucesso.

E olha só um pedacinho da descrição: "A mulher de trinta anos é talvez o título mais conhecido de Honoré de Balzac. Foi este romance que deu origem ao termo 'balzaquiana' para designar mulheres mais maduras... A mulher de[...] foi um precursor do feminismo, ao mostrar Julie, a infeliz heroína, às voltas com os problemas fundamentais da vida amorosa e sentimental das mulheres e com o fracasso do casamento."

Sim, como dizia sua amiga Zulma Carraud, Balzac parecia mesmo um conhecedor da alma feminina. O cara soube descrever a frivolidade de uma mocinha; a infelicidade de uma mulher madura; o amor dessa mulher por um homem... ou por alguns homens; os diferentes tipos de amores reservados à sua prole; sua vontade de triunfar sobre as demais almas femininas; e algumas coisitas  mais, com uma compreensão que eu nunca havia visto em outro homem...

"A Mulher de 30 Anos" conta a trajetória de vida de Julie, de sua alegria juvenil à sua morte. O livro fala de amores frustrados, de amores perdidos, de amores não satisfatoriamente correspondidos (o caso do amor um tanto frio da mãe pela sua primogênita). E mais interessante é que a gente sempre pensa que o autor vai seguir por um caminho que ele não segue, afinal.

Antes de continuarmos, devo pontuar que comprei um pocket da L&PM com 207 páginas. Porque não tenho problema com esse tipo de livro. Pra mim o que interessa é que negocinho é mais barato. Esse, por exemplo, custou cerca de R$ 17,00.

Agora dando uma continuidade meio aleatória ao negócio...

1. Devo confessar que, apesar de ter gostado deveras da obra, mais ou menos no meio do livro tive um sentimento de raivinha pela personagem. Pelo modo como ela tratava a filha de seu desamor. Afinal, a menina não tinha culpa de suas escolhas. Mas no final, acabei sentindo pena dela... por tanto amor dedicado à outra filha mimada, talvez fruto de seu amor proibido, que a trata mal sempre que pode... Coisa que vemos com frequência hoje em dia.

2. O autor nos deixa, através da heroína, com pulgas atrás da orelha com relação ao tema felicidade x sociedade. E é tema que deixa qualquer um confuso/desconcertado: "Poderia encontrar a felicidade fora das leis com que a Sociedade, com ou sem razão, faz sua moral?" - Julie se indaga na página 121 do livro. Ou seja, até que ponto a sociedade dita nossa felicidade? Podemos ser felizes sem a aprovação dos outros?Somos felizes apenas pela aprovação dos outros? Hã? Hã?

3. Julie era uma mulher super inteligente e Balzac vai deixando isso claro ao longo do livro. Sabe o ditado: Por trás de um grande homem, existe uma grande mulher? Então... A gente nota isso também em Julie, cujos conselhos eram o que mais aprazia ao marido. Tanto é que na página 108 do livro, o consciencioso sr. Carlos de Vandenesse fala sobre a heroína: -  "Preciso tomar lições com ela. Soube fazer de um marido medíocre um par de França; De um homem nulo, uma capacidade política."

Enfim, adorei o livro. Apesar de tantas tristezas e dissabores, ele nos deixa muitas reflexões. Recomendo pra todo mundo, principalmente pras mulheres mais maduras... Porque acho que as mais jovens não vão se interessar muito. rsrsrs...

Abraços e Beijos!

Adna Maria.

6 comentários

  1. Oiiie, miga, eu tb gosto muito de ler. Não tenho tido muito tempo mas, preciso me agendar, ja que digo que: "tempo é uma questão de preferência" ! Não conhecia o livro e, sim o termo Balzaquiana!!!! Foi ótimo ler sua resenha porque me enriqueceu muito. Amei. Bjkas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que boooom, Rytta! Fico feliz com isso... Beijooosss e toda sexta tem resenha por aqui, viu? rsrs

      Excluir
  2. nossa, deve ser bem legal esse livro, acho que vou me identificar com ele! adorei sua resenha bem detalhada. Esse termo balzaquiano nunca tinha ouvido falar. bjao lindona!
    quatroestacoes.blog.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Danny!! Balzaquianas são conhecidas como as mulheres mais maduras... Lá pras bandas dos 30 anos... Vem justamente desse livro de Balzac. Leia mesmo o livro que é ótimo! Beijooooosssss!!!

      Excluir
  3. Gostei da sua resenha,bem resumida que levou me a sentir curiosidade de ler esse livro também e não me pergunte o porque estou escrevendo assim rsrsr deve ser a capa desse livro kkk l que levou me a viajar nas escritas e agora chega! kkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Kkkkkkk... Tudo bem, Si, isso passa! Kkkkkk... Bjoss!!

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...