SFC: Hitler Vol. 1 - Resenha!

Quando comprei essa biografia de Hitler, não via a hora do livro chegar em casa. Assim que chegou, parei todas as outras leituras em favor dele. E daí, passei meses pra terminar de lê-lo. Digo mais: terminei essa leitura mais por curiosidade da vida dos outros do que por qualquer outra coisa.

Tudo bem, vai... Admito que o livro é bem detalhado e, pra quem quer conhecer todo o contexto político-econômico em que Hitler estava inserido, ele é ótimo (não é à toa que são dois volumes, contendo mais de quatrocentas páginas cada um). Mas, seu Joachiiimm, foi demais! Eu não precisava saber de todos os nomes envolvidos no negócio não, meu véi! Se ligue!

Então é o seguinte: pra você que faz história, que é apaixonado por história ou que num-sei-que-lá por história, livrinho é ideal.

Mas já você que, assim como eu, só tá a fim de saber da vida alheia, e tem muita curiosidade sobre Hitler... Aconselho você a procurar livro de outro autor, Pessoa. Porque Joachim Fest, além de muito detalhista, gosta de usar palavrinhas difíceis também. E isso torna certas partes do livro... chatinhas... Se é que você me entende.


Mas falemos do primeiro volume do livro, de 1889 a 1993, quando Hitler ainda não tinha assumido o comando da Alemanha... Neste primeiro volume, nós encontramos um jovem burguês mimado; Um artista frustrado e um cara medíocre que viveu por um tempo da herança do pai, até que essa herança se acabasse.
Mais ou menos na metade do livro, encontramos um adulto psicologicamente afetado, influenciado por pensamentos racistas e anti-judaicos e que tinha o dom da oratória.

Na verdade, devo fazer uma retratação a Hitler (entendam como uma ironia). Ele não era o cão chupando manga sozinho. O contexto (talvez histórico, talvez político) da sua época era marcado pelo Darwinismo Social (luta pela sobrevivência dos mais aptos).

O que acontece é que Hitler, muito influenciado por esses pensamentos, e com o dom da oratória, se achava o próprio mensageiro divino, "enviado dos céus para limpar o pecado do mundo"... Sim, ele se achava o próprio vigador de Jesus Cristo, que veio para tirar do mundo a podridão chamada "judeus".

E aí olha o que o cara diz em certo momento de sua vida: " na qualidade de cristão e de homem, leio com amor infinito aquela passagem que nos relata como o Senhor chegou ao ponto de se levantar bruscamente e se servir de uma chibata para expulsar do templo os usuários, essa raça de víboras e serpentes. Dois mil anos depois, inclino-me com profunda emoção, diante do combate inaudito que Ele travou em prol do mundo inteiro contra o veneno judeu, e constato que essa foi a razão pela qual teve que morrer na cruz..." Que coisa, não?

Caso é que a sensação dos alemães era meio de inveja, sabe? (o que é que a inveja não faz?). Porque os judeus eram mais ricos (dados ao comércio) que os alemães e muitos deles viviam riqueza em pleno território alemão - Tipo os chineses no Brasil (Hã? Eu não acredito que disse isso!)- A diferença é que os judeus não tinham uma pátria pra chamar de sua. Então, dado o poder orador de Hitler, e dada a situação da Alemanha no pós primeira guerra, acredito que o povo tenha se deixado também convencer de que o Führer era o Salvador da Pátria (pobre povo ignorante... Na verdade, Hitler se achava o salvador do mundo inteiro).

E aí a gente enxerga como é frágil a mente humana, que se deixa influenciar por outra mente doente... Bastando que o dono dessa mente perturbada tenha o dom do convencimento...
E como a oratória pode fazer estragos nesse mundo... Né não?

Finalmente consegui terminar essa resenha! Ufa!

Abraços e Beijos! Bom Final de Semana para Todos!

Adna Maria.


4 comentários

  1. Affe, uma desgraceira total! Eu me interesso pela biografia dele, mais pra entender como ele conseguiu dominar e sacrificar tantas pessoas inocentes... por pura discriminação, segundo eu entendi da sua resenha. Cruel, mas interessante. Valeu pela resenha, se eu for ler, vou procurar de outro autor... detesto livro com palavras dificies aff. bjs
    quatroestacoes.blog.br

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    1. Leia mesmo, Danny! É super interessante! Outro dia li que até hoje os alemães tem certa "indisposição" com judeus. Não é que eles sejam intolerantes, como antigamente, mas o negócio ainda tá enraizado na cultura, tipo o racismo de alguns brasileiros, sabe? Bjoooosssss!!!

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  2. Oiiie, miga, super admiro vc lendo a bio desse louco!!!!! Juro que tenho aversão à tudo o que escutei sobre ele e a todas as maldades que provém dessa loucura que foi a vida deste homem. A Alemanha de me surpreendeu por completo. Não só a mim, acredito, como a todo o Brasil. Parabéns amiga, fantástico sua leitura. Bjkas

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    1. E ainda tenho o Volume 2 pra ler, Rytta! kkkk... Triste!
      Bjos pra tuu e obrigada pela visitinha!

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