SFC: O Poder do Hábito - Livro!


Eu lembro como comprei esse livro... Estava vendo um dos vídeos no Man In The Arena no YouTube e um convidado o indicou como uma de suas leituras preferidas. Aí, dias depois, dando uma passeada na Livraria Cultura, eu o vi por lá e não pensei duas vezes... Trouxe pra casa!

Eu sei porque comprei esse livro... Acho que na época eu tava querendo fazer academia e pensei... "Bem... Talvez ele me ajude a disciplinar minha mente para tal objetivo, pois não?" 

Pois não! Porque "O Poder do Hábito" não é um manual prático de como coordenar sua mente para o preferível. Ou seja, já tomei um fora de leve. Ele apenas explica, e muito bem, diga-se de passagem, porque agimos como agimos pessoalmente, no trabalho e na sociedade. Ele nos ajuda a entender nossa mente pra, quiçá, talvez, um dia, se você quiser se esforçar muito... tentar substituir os hábitos existentes na sua vida por outros.

Então bora começar.

O autor aí é repórter investigativo do New York Times e eu, de cara, fiquei imaginando porquê cargas d'água um repórter investigativo iria querer escrever sobre hábitos... Talvez eu esteja sendo ignorante? Bem... Talvez eu esteja sendo mesmo ignorante, fazer o quê? Mas pelo que entendi, o impulso foi algo relacionado ao hábito de comer rosquinhas e estar ganhando peso... Bem... Deixar estar.

O livro tem 405 páginas, porém 104 são dedicadas a notas explicativas e índice remissivo (coisa que, cá pra nós, eu acho um saco). É dividido em três partes, sendo:

Parte 1 - dedicada aos "hábitos dos indivíduos": Narra casos em que pessoas pararam de fumar ou beber, simplesmente (ou não tão simplesmente assim) trocando de hábitos. Fala sobre a parte de nosso cérebro responsável pelos hábitos, o que acontece quando eles assumem o comando e como isso pode ser também benéfico, à medida em que fazer algo automaticamente dá espaço ao nosso cérebro para obter novos conhecimentos
Parte 2 - dedicada aos "hábitos de organizações bem-sucedidas": Casos de empresas como a Target, que procura conhecer os hábitos dos seus clientes a fundo para influenciar suas compras. Também narra casos em que agir unicamente pelo hábito mostra ser prejudicial e até babaca  para certas organizações (posso fazer nada se foi assim que entendi o negócio! rsrs).
Parte 3 - dedicada aos "hábitos de sociedades": Como uma insatisfação com hábitos enraizados (como exemplo, a segregação racial dos anos 50 nos EUA) quando chegada ao limite, pode desencadear atos libertários, se bem disseminada.

Genericamente, aprendi que os hábitos podem ser prejudiciais ou favoráveis a quem quer que seja. E eles são adquiridos à medida em que fazemos algo progressivamente, mesmo sem vício ou vontade aparente. É que, ao passo que vamos realizando atividades progressivas, nosso cérebro se acostuma a executá-las a tal ponto que por si só é programado diariamente para, automaticamente, assumir o comando dessas atividades... E esse é o motivo pelo qual é tão difícil a gente se livrar de algum vício.

Uma boa definição de hábito foi dada por William James, uma pessoa que decidiu, em momento de profunda deprê, desafiar-se: ele passaria um ano acreditando que tinha controle sobre si mesmo e que podia melhorar. James disse assim: 
"Os hábitos são o que nos permite fazer uma coisa com dificuldade da primeira vez, mas logo fazê-la de modo cada vez mais fácil e, por fim, com prática suficiente, fazê-la de modo semimecânico, ou com praticamente nenhuma consciência".
Então, após praticar a mudança em todos os dias do ano seguinte, James casou, começou a lecionar em Harvard e se tornou escritor e um dos fundadores da psicologia moderna... E isso veio de alguém que anteriormente sofria de problemas físicos e transtornos psicológicos. Alguém que não conseguia terminar o que começava. Alguém que chegou a pensar em suicídio diversas vezes...

E antes que eu resolva me tornar advogada de defesa, vamos para o final do livro...

Já no finalzinho do livro, para tentar levar um pouco dessa teoria à prática, Duhingg, o autor, argumenta que se acreditamos que podemos mudar, e se fazemos disso um hábito, a mudança se torna real. E aí ele dá algumas diquinhas básicas pra nós aqui:

1. Treine diariamente o cérebro;
2. Reprograme (fazemos isso à medida que vamos substituindo um hábito, ou uma fase do hábito, por outro);
3. Procure diagnosticar as fases do hábito (deixa - o impuslo / rotina - o ato / recompensa - o que se sente depois do ato).

O livro é gostoso de ler à medida que exemplifica com casos reais de pessoas reais, ou empresas reais, ou movimentos sociais históricos (precisa dizer "reais" aqui também? Acho que não né?). É um livro que quero sempre ter disponível para reler vez ou outra. É um livro que quero recomendar pra você aí do outro lado também... Cê vai gostar dele, criatura, tô te dizendo...

E finalizo esse extenso post dizendo mais: Não custa tentar! Né não?

Eu tô tentando... E tu?

Abraços, Beijos, Ótimo Final de Semana pra Todo Mundo!

Adna Maria.
P.S¹: Eu sou o exemplo em carne e osso de que quando queremos algo de verdade, a gente vai atrás. E é assim que a gente consegue.
P.S²: Eu sei que o negócio de reprogramar a mente é meio chatinho... rsrsrs... Pode ser bom, pode ser favorável, pode até ser o preferível na vida de uma pessoa... Mas é chato. E é nessa chatice que consiste a vontade de não fazer (Eita! Fui profunda agora, cê viu? Ahhh, vai dizer que cê nem me nota? rsrs). Fato é: o que é "ruim" às vezes é mais legal. kkkkk... Mas... Triste dizer que essas coisinhas chatas da vida às vezes são as mais indicadas...
P.S³: Danny Toledo, tu viu que eu aprendi direitinho o negócio da citação no blog? kkkk... Bjos!

6 comentários

  1. Bom tarde de sábado!!
    Acho que todos nós tentamos um pouquinho não é mesmo....
    eu tbém estou tentando faz tempo...belo texto gostei

    .Bjusss tenha um bom final de semana

    Abraços

    __________⊰•✿.•°•.•✿⊰Rita!!

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    Respostas
    1. É isso aí, Rita! O que importa é que tentamos...
      Obrigada pela visitinhas e volte sempre!
      Ótimo final de semana pra vc também!

      Bjos!!

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  2. Eu vou começar qual o hábito que eu tenho,pois nunca parei para pensar nisso,e quem sabe dependendo do hábito manter ou mudar ele?gostei da sua explicação,o blog esta lindo,amei a ilustração,a Danny deixou o mesmo fundo talvez seja pelo fato de você não estranhar tanto e se acostumar com essa nova face ,amei .Parabéns bjs
    http://www.simonebastos2007.com/

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    1. Obrigada, Simoneee!! Eu pedi pra ela deixar o fundo... rsrsrs... Obrigada por ter me indicado Danny... Ela realmente é ótima!!
      Bjos!!

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  3. O Fundo faz você pensar no outro né?de como tudo começou a Danny é um amor,eu tinha uma bonequinha no blog e todo banner eu tinha ela ,até que eu sem querer acabei apagando ela,mas ela me acompanhava desde o começo do blog ..bjs

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